6° ENCONTRO - DIREITOS HUMANOS

TRAILERS e SINOPSES 



CABRA CEGA



Direção: Toni Venturi. 2005. 1:47. Brasil.
Thiago (Leonardo Medeiros) e Rosa (Débora Duboc) são dois jovens militantes da luta armada, que sonham com uma revolução social no Brasil. Após ser ferido por um tiro, em uma emboscada feita pela polícia, Thiago precisa se esconder na casa de Pedro (Michel Bercovitch), um arquiteto simpatizante da causa. Thiago é o comandante de um "grupo de ação" de uma organização de esquerda, que está no momento debilitada e estuda um retorno à luta política. Rosa é o contato de Thiago com o mundo, sendo agora ainda mais importante por estar ferido. Com o passar do tempo Pedro passa a ficar preocupado com a segurança deles, adotando um comportamento estranho e colocando dúvidas em Thiago se ele não seria um traidor.
CAIRO 678

Direção: Mohamed Diab. 2010. 1:40. Egito.
Fayza (Boshra) é uma dona de casa pacata e mãe de dois filhos, que não consegue evitar o assédio diário ao pegar o ônibus. No outro lado da cidade vive Seba (Nelly Karim), uma endinheirada designer de joias que, após ser violentada durante um jogo de futebol, passa a ensinar outras mulheres a se defender. Já Nelly (Nahed El Sebaï) virou alvo de todo o país ao se tornar a primeira egípcia a apresentar uma queixa na justiça por assédio sexual.


PATRICK  1.5

Direção: Ella Lemhagen. 2008. 1:43. Suécia.
O casal gay Göran e Sven conseguiu permissão para adotar Patrik, um órfão sueco de um ano e seis meses. Mas quando o menino chega, ele não é bem o que eles esperavam. Houve um erro na idade do garoto, e os pais receberam um jovem homofóbico de 15 anos com um passado criminoso.


INDICAÇÕES: sites e blogs.

             Na barra lateral, direita, deste blog iremos acrescentar periodicamente sites e blogs afins ao trabalho de formação de professores em cinema e educação. 


http://www.cinead.org/

http://portacurtas.org.br/

http://cine-africa.blogspot.com.br/

http://366filmesdeaz.blogspot.com.br/


5° ENCONTRO - TIMBUKTU

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SINOPSE



Direção: Abderrahmane Sissako. 2014. 1:37. Mauritânia – França.
Julho de 2012, em uma pequena cidade no norte de Mali, controlada por extremistas religiosos. Uma família tem sua rotina alterada quando um pescador mata uma de suas vacas. Ao tirar satisfação sobre o ocorrido, Kidane (Ibrahim Ahmed dit Pino) acaba matando o tal pescador. Tal situação o coloca no alvo da facção religiosa, já que cometera um crime imperdoável.


CRÍTICA


TIMBUKTU.


por Lucas Salgado

2015 começou de uma forma que ninguém esperava, ou gostaria. Com o atentado terrorista na França, que resultou na morte de inúmeros jornalistas e cartunistas da Charlie Hebdo, o mundo mais uma vez se viu obrigado a confrontar as mazelas da intolerância e do extremismo religioso. Não fosse o bastante, o caso resultou em inúmeras outras situações de violência em todo mundo. Ao mesmo tempo, grupo jihadista Estado Islâmico só ganha força e não demonstra qualquer pudor ao divulgar amplamente suas execuções pela internet. É neste contexto que Timbuktu chega aos cinemas brasileiros. Por essas e outras, trata-se de um filme importantíssimo.
Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o longa da Mauritânia retrata o dia a dia de uma pequena cidade histórica no norte de Mali, que passa a ser controlada por extremistas religiosos. De um dia para o outro, os moradores são obrigados a conviver com restrições às suas liberdades. Há um toque de recolher, a proibição de confraternizações mesmo em casas e homens que passam a agir como juiz e executor. Nos vemos diante de um lugar que não tolera mais a alegria ou o amor.
Trata-se de uma obra atual, envolvente e desoladora em alguns momentos. Também possibilita a reflexão ao tentar mostrar que mesmo pessoas em tese pacíficas são afetadas por certo radicalismo ao serem mantidas em uma sociedade radical e excessiva. Isso é visto quando um personagem importante procura fazer justiça pelas próprias mãos ao se irritar com um vizinho.
O principal mérito da produção está em retratar uma situação duríssima, mas sem abrir mão da poesia. Poesia esta que não é só visual, através de uma fotografia fabulosa e cenários atraentes, mas também através da ação de personagens. O longa tem pelo menos dois momentos belíssimos. No primeiro, vemos crianças jogando futebol, mas sem bola. Afinal, é proibido jogar futebol. No segundo, temos um grupo de amigos que se reúnem em uma casa para cantar e tocar música. A beleza da canção, por si só, já nos faz não entender o motivo pelo qual pessoas não podem simplesmente cantar em suas casas.
Timbuktu conta com uma bela direção de Abderrahmane Sissako e com atuações marcantes de Ibrahim Ahmed dit Pino, Abel Jafri, Hichem Yacoubi, Toulou Kiki e Kettly Noël. Um filme importante que chega em um momento importante de nossa sociedade. Para ver e refletir. Diante de tanta beleza no mundo, vale mesmo a pena tanta violência e tanto ódio em nome de Deus?

5° ENCONTRO - GRIGRIS

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SINOPSE



Direção: Mahamet-Saleh Haroun. 2013. Chade-França.
Apesar de uma perna paralisada, Grigris sonha em viver da dança - um grande desafio. Seus sonhos são frustrados quando seu tio adoece. Para salvá-lo, Grigris resolve trabalhar para traficantes.

CRÍTICA



GRIGRIS.


Por Fabricio Duque

“Grigris”, de Mahamat-Saleh Haroun. É a zebra da competição do Festival de Cannes 2013. Não é um filme ruim em hipótese nenhuma, mas destoa consideravelmente das outras produções. Dizem aqui em Cannes que é um filme de política internacional. Os atores são excelentes dentro de uma estrutura fílmica bem feita, mas se torna comum, ingênuo e “apenas” um trabalho apaixonado do realizador. Há estímulo referencial a outro filme  de estética semelhante, “Rebelle”, que foi indicado ao Oscar este ano.

O Diretor Mahamat-Saleh Haroun nasceu em Chade, na África Central, mas vive na França desde 1982. Estudou no Conservatório Livre do Cinema Francês, em Paris. Em 1994, estreou na direção com o curta-metragem Maral Tanié. Cinco anos mais tarde, roteirizou e dirigiu Bye Bye Africa, seu primeiro longa. Exibiu seu filme seguinte, Abouna (2002), na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Com Temporada de Seca (2006) recebeu cinco prêmios no Festival de Veneza, entre eles o Prêmio Especial do Júri.  Ganhou o prêmio do Juri por “O Homem Que Grita”.

Fonte:  http://vertentesdocinema.com/2013/05/02/cannes-grigris/


                 

5° ENCONTRO - O ALUNO - UMA LIÇÃO DE VIDA

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SINOPSE



Direção: Justin Chadwick. 2009. 1:43.  Reino Unido.

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Kimani Maruge (Oliver Litondo), um queniano de 84 anos que está determinado a aproveitar sua última chance de ir à escola. Desta forma, para aprender a ler e escrever, ele terá que se juntar a crianças de seis anos de idade.


CRÍTICA



UMA LIÇÃO DE VIDA.


Por Renato Hermsdorff

Em 2009, um queniano foi parar na Casa Branca. Não, não estamos falando de Barack Obama (que, claro, é americano, mas de ascendência queniana), mas de Kimani N'gan'ga Maruge, um octogenário que lutou para aprender a ler e a escrever em seu país e sua história, real, o levou a palestrar nos Estados Unidos.
 Maruge (o ótimo Oliver Litondo), que ganhou uma cinebiografia, Uma Lição de Vida (de 2009, que só agora chega ao Brasil), teve que enfrentar todo tipo de adversidade em nome da educação. Ex-combatente de um grupo de revolucionários que lutou contra os ingleses pela independência do Quênia, aos 84 anos, ele recebe uma carta da Presidência de seu país e resolve se matricular em uma escola primária com o objetivo de decifrá-la.
Rapidinho a história vira notícia e desperta a inveja da comunidade local, a ira de pais ignorantes e a ganância de burocratas que acham que Maruge está tirando um troco com a publicidade. Com um passado sofrido, ele, no entanto, tem o apoio da professora Jane Obinchu (a bela e carismática Naomie Harris, de 007 - Operação Skyfall, em uma interpretação realmente acima da média), em um cenário ainda marcado pela rivalidade entre etnias.
Certamente uma "história de cinema". O filme do diretor britânico Justin Chadwick (Mandela e A Outra), no entanto, mais parece um pedido de desculpas do colonizador, do que uma obra independente, o que enfraquece a qualidade artística deste Uma Lição de Vida.
O roteiro maniqueísta divide o Quênia entre o povo puro e alegre que não perde uma dancinha e aqueles que não perdem a oportunidade de incrementar o próprio pirão quando a farinha é pouca. E tome frases de efeito.
Tecnicamente, a produção segue a mesma linha. A trilha melosa, com músicas cantadas em algum dialeto, orienta a tônica da dramaturgia, ao passo que câmera se movimenta lentamente de baixo para cima em close no rosto dos personagens, para confirmar a dramaticidade da ação.
Com um gnu que foge do leão, o diretor optou por passar ao largo da discussão política. É perfeitamente compreensível a escolha, mas ela deixa uma pulga atrás da orelha quando o governo queniano é mostrado com um grande benfeitor (o programa de “educação para todos” foi a brecha que Maruge encontrou para se matricular na escola primária) e acessível (nosso herói chega a invadir a sala do político, por quem é imediatamente recebido).
Bem produzido, com um roteiro redondo, apesar de tudo, apoiado em belas imagens e baseado em uma história real de adversidade e redenção, o filme não chega a ofender. Pelo contrário, algumas cenas realmente emocionam. Mas, no saldo final, fica a sensação de que é para inglês ver.

Fonte:  http://www.adorocinema.com/filmes/filme-176055/criticas-adorocinema/


                            

Festival VARILUX de Cinema Francês 2017


Clique no link abaixo e confira a lista dos fimes a serem exibidos, cidades e datas. 

https://www.cinefrance.com.br/festivais-mostras/saiu-a-lista-de-filmes-do-festival-varilux-2017

                                  


CINEOP - 12ª Mostra de Cinema de Ouro Preto.



     Clique no link abaixo e confira a programação da 12° CINEOP.

                       http://www.cineop.com.br/